Resultado foi positivo nos cinco setores da economia. Saldo de empregos formais no primeiro semestre foi de 1,33 milhão, segundo dados do Ministério do Trabalho e Previdência.

Por Alexandro Martello e Jéssica Sant'Ana, g1 — Brasília

A economia brasileira criou 277,9 mil empregos com carteira assinada em junho deste ano, informou nesta quinta-feira (28) o Ministério do Trabalho e da Previdência Social.

Ao todo, segundo o governo federal, foram registrados no período:

  • 1,89 milhão de contratações;
  • 1,62 milhão de demissões.

O resultado representa piora em relação a junho do ano passado, quando foram criados 317,8 mil empregos formais.

Já em junho de 2020, em meio ao isolamento da primeira onda da Covid-19, foram fechados 53,6 mil empregos com carteira assinada.

A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia.

Primeiro semestre

De acordo com o Ministério do Trabalho, 1,33 milhão de vagas formais de emprego foram criadas no país entre janeiro e junho.

O número representa recuo na comparação com o mesmo período de 2021, quando foram criadas 1,48 milhão de vagas.

Ao final de junho de 2022, ainda conforme os dados oficiais, o Brasil tinha saldo de 42 milhões de empregos com carteira assinada.

O resultado representa aumento na comparação com maio deste ano (41,7 milhões) e com junho de 2021 (39,4 milhões).

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Secretário do Trabalho, Mauro Rodrigues afirmou que a queda no saldo líquido de criação de vagas em junho e no semestre, na comparação com 2021, acontece porque o ano passado foi marcado pela retomada econômica.

"Estávamos tendo uma retomada por causa [do arrefecimento] da pandemia. Então foge um pouco, são meses atípicos [os meses de 2021]", diz Rodrigues.

O ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, afirmou que a meta traçada pelo governo no início do ano era criar 1,5 milhão de vagas líquidas ao longo de todo o ano de 2022. No primeiro semestre, com a geração de 1,3 milhão de vagas, a meta já foi quase atingida.

"No primeiro semestre quase já quase conseguimos atingir a meta, que era chegar ao final do ano com um milhão e meio de empregos criados. É possível esperar que vamos ter um resultado bastante positivo no final do ano", disse Oliveira.

Ele afirmou que, via de regra, no segundo semestre, há um crescimento na geração de vagas de empregos. "Então, creio que podemos ficar otimistas."

O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.922,77 em junho deste ano, o que representa alta real de R$ 12,99 em relação a maio (R$ 1.909,78).

Na comparação com junho do ano passado, porém, o salário médio de admissão recuou, pois estava em R$ 2.026,10 naquele mês.

Caged x Pnad

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, isto é, não incluem os informais.

Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad).

Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar e abrangem também o setor informal da economia.

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil caiu para caiu para 9,8% no trimestre encerrado em maio, mas a falta de trabalho ainda atinge 10,6 milhões de brasileiros.

G1