Ex-braço direito de Haddad e atual diretor de Política Monetária, Galípolo é favorito para indicação de Lula no comando da autoridade monetária

Rafaela Gonçalves

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, saiu de férias e escolheu o atual diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo, como chefe interino da autoridade monetária. Ex-braço direito do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Galípolo é visto como o favorito para a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da autarquia no fim deste ano, com o fim do mandato de Campos Neto.

O possível sucessor ficará à frente do BC até 19 de julho. A saída temporária de Campos Neto se dá em meio às recorrentes críticas de Lula ao comando da autoridade monetária. Nas últimas semanas, o petista tem destinado boa parte de suas entrevistas para atacar o banqueiro, que já costuma tirar férias neste período.

Na terça-feira (2), em entrevista à rádio Sociedade, em Salvador, Lula afirmou que Campos Neto “tem um viés político”. Em resposta, o chefe do BC, indicado pelo governo Bolsonaro, disse que é necessário “afastar essa narrativa”.

Com o atrito, a moeda norte-americana vem renovando altas ante o real. Na véspera, o dólar chegou a superar R$ 5,70, recorde em dois anos e meio. Nesta quarta-feira (3/7), a moeda opera em queda, após falas do ministro da Fazenda sobre autonomia do BC.

Campos Neto volta do período de férias antes da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece nos dias 30 e 31 de julho. O colegiado é responsável por fixar a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 10,5% ao ano.

CORREIO BRAZILIENSE

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