“Se tá aqui dentro, se eu estou pagando o salário, tem que vestir a camisa e comungar com as minhas ideias”. Foi assim que a gestora de uma escola particular, localizada em Rancharia (SP), justificou a demissão de um professor após ele se manifestar contra a intervenção militar defendida por ela. A fala foi durante conversa com o chefe dos Recursos Humanos (RH) de uma outra escola, que ligou para pedir referências sobre o profissional.

A ligação, que estava sendo gravada, serviu de evidência no processo trabalhista que o professor moveu contra a escola, por considerar a demissão discriminatória e suspeitar que a antiga chefe estava dando indicações negativas ao seu respeito, atrapalhando as chances de conseguir um novo emprego.

Entenda o caso

Tudo começou em 25 maio de 2018, auge da greve dos caminhoneiros. A sócia-proprietária do Colégio Criativo/Objetivo, Viviane Reginato, visitou um dos pontos de apoio à manifestação, localizado no quilômetro 521 da rodovia SP-284, para levar mantimentos para os participantes dos protestos. Ao lado de uma faixa com os dizeres “intervenção militar já”, a professora discursou em um vídeo, externalizou seu apoio ao movimento, e convidou a população a apoiar a causa. Então, publicou no perfil da escola no Facebook.

“Nós, do Colégio Criativo de Rancharia, estivemos na tarde de hoje (25/05/2018), em um dos pontos de apoio à Greve dos Caminhoneiros, atendendo o apelo do “Gigante do Rodeio”, Claudiney Mathias, levamos mantimentos e externamos todo nosso apoio aos caminhoneiros que lá estavam.

A Sócia-Proprietária do Colégio Criativo, a Professora Viviane Rebello S. Reginato, discursou sobre a importância do apoio de toda a população aos caminhoneiros. Faça sua parte. Ajude com mantimentos, leve nos pontos de apoio (em Rancharia, em frente ao restaurante Caipirão) e compartilhe essa publicação.